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Desvendando a ilusão da bailarina
06/02/10
Ilusões de óptica por si só já são muito legais, afinal, quem não gosta de encontrar um casal idoso em uma cara de cavalo? Descobrir que duas cores diferentes lado a lado separadas por um lápis formam uma só, ou não ver uma mulher no meio de um Leopardo? O que quero dizer é que é fascinaste ver como podemos ser iludidos e como é grande a gama de possibilidades…

Imagem meramente ilustrativa.
Elas nos expõem por exemplo, a nossa noção de cor, ela é mental e nada garante que a cor vermelha que você vê é a mesma que eu vejo (Globo Reporter detected), conseguem fazer com que nós vejamos desde o rosto de Jesus em uma tela branca, à espirais rodando, entre tantas outras coisas, mas sem dúvida, umas das mais bacanas e intrigantes, que nos expõem talvez aos pontos de vista do nosso cérebro é a famosa ilusão da bailarina.
Essa ilusão supostamente gira para o lado que você está usando do cérebro, quem consegue vê-la girando no sentido horário está usando o lado direito e quem vê-la girando no sentido anti-horário, está usando o lado esquerdo do cérebro. Será que isso faz realmente faz sentido ou a imagem fica mudando de sentido descaradamente de 15 em 15 segundos? Tem alguma lógica apenas um lado do nosso cérebro ser usado? Muito bem, é aqui que Mister Lenon M entra em ação. =D
A animação, de autoria do designer japonês Nobuyuki Kayahara, é uma ilusão de óptica dinâmica multi-estável, dinâmica por que se movimenta e multi-estável por que se caracteriza pelas imprevisíveis mudanças subjetivas espontâneas, trocando em miúdos, cada pessoa pode interpreta-la de dois modos, sendo que esse modo pode mudar repentinamente. Isso é melhor entendido na na prática:

Cubo de Necker, exemplo de ilusão multi-estável.
A auto-sugestão é fundamental para que isso aconteça, afinal, há uma ambiguidade na imagem, e inconscientemente a resolvemos, vendo o cubo de formas diferentes e, no caso da bailarina, percebendo sua rotação para lados diferentes.
Porém, a ilusão da bailarina não é nem de longe tão simples quanto a do Cubo de Necker, sua ilusão é originada pela falta de pistas visuais necessárias para se estabelecer a profundidade da figura (corpo da bailarina), note que é apenas uma silhueta toda preta em 2D. Quanto a isso, é bom saber que com o que é disponível, uma vez que não há dados visuais que indiquem qual dos lados está a ser apresentado, ela tanto está numa como em outra direção.
Assim, a mágica está em “não tem como ela girar para os dois lados ao mesmo tempo”, na falta de profundidade do corpo da bailarina (você vai entender muito bem isso na prática logo mais abaixo) e também pelo fato da animação proporcionar a ilusão de ter três dimensões, sendo que sem a profundidade do corpo na verdade ela só teria duas.
Mas pera ai, ela não tem a profundidade do corpo, como fica em três dimensões então? Realmente, sem essa profundidade, tudo que iríamos ver seria uma figura que se move de um lado para o outro e, de um modo bem simples, não há a noção de profundidade do corpo, mas há a noção de profundidade do espaço em que o corpo ocupa, ou você pensou que ela oscila para cima e para baixo por acaso?
Essa noção do espaço é a pista que nos leva a resolver a ambiguidade da imagem, resumidamente, esse sincronizado sobre e desce junto com o movimento da bailarina (silhueta totalmente preta), cria um movimento contínuo e em três dimensões (em uma imagem 2D). O resto fica por conta da auto-sugestão, como no caso do Cubo de Necker. =P
Ilusão da bailarina, acredite, você pode vela girando para os dois lados.
Muito bem, mas e quanto ao uso dos lados do cérebro? A quem diga que a ilusão da bailarina não serve para o que (em sua fama na internet) foi proposta, e sim que a criação de Kayahara é uma ótima ferramenta para se perceber melhor o funcionamento da visão. Consta também que o cérebro é como um todo e funciona junto e não em separado (um lado de cada vez ou algo assim).
Isso me fez muito sentido, afinal, em ambas as ilusões (do cubo e da bailarina) eu aprendi a controlar minha alto-sugestão inconsciente, no caso do cubo é só olhar nos lugares certos e quanto a bailarina, ter certeza que você pode conseguir vela de outra forma é essencial. =P

Ilusão da bailarina com a tais pistas visuais necessárias para se estabelecer a profundidade.
Enfim, você com certeza acredita em mim agora (graças a imagem acima) e também há de convir que é fascinante ver como uma aparentemente simples ilusão de ótica, que a primeira vista pode parecer até um “fake” (sempre achei que ela mudava de direção descaradamente), pode ser complexa do ponto de vista explicativo da coisa e deixar agente meio doido. Parabéns para o Nobuyuki Kayahara! =D
Você pode ver uma exemplo bem legal de imagem em profundidade clicando aqui, vale a pena esperar carregar as 88 imagens e, sinceramente, o casal idoso em uma cara de cavalo eu nem sei se existe, porém, caso queira ver as cores juntas formando uma é só clicar aqui e caso queira tentar achar a mulher na cara de Leopardo aqui. =P
Fonte, Wikipédia. Agradecimentos a Luma (@lumacatalani), que sem querer me inspirou para essa postagem em um de seus tweets, obrigado. =D
Comentários...
No entendi
Vai ver você não conhecia essa ilusão, do mais eu só expliquei o porque e como ela nos iludi.



adorei o post! =D eu é que agradeço!
o bom foi que voce estudou a ilusão!